quarta-feira, 12 de junho de 2013

Audi vai comercializar A3 Sportback e-tron em 2014

A Audi anunciou que vai comercializar o seu modelo desportivo A3 Sportback com tecnologia híbrida Plug-in (e-tron) em 2014. Concebido como um híbrido paralelo vem equipado com um motor de combustão a gasolina 1.4 TFSI de 150 cv (110 kW) e um binário máximo de 250 Nm que está ligado através de uma embraiagem a um motor elétrico de 75 kW, o qual se encontra integrado numa transmissão e-S tronic de seis velocidades com uma nova conceção, que transfere a força motriz para as rodas dianteiras. 
Os dois sistemas de propulsão são complementares: o motor elétrico estabelece o seu binário máximo desde o arranque até aproximadamente às 2.200 rpm, enquanto o bloco de combustão TFSI alcança a sua potência máxima numa faixa de rotações entre as 1.750 e as 4.000 rpm. Como acumulador de energia do Audi A3 Sportback e-tron é utilizada uma bateria de iões de lítio que, ao ocupar um reduzido espaço, está montada debaixo do piso do banco traseiro. Esta bateria de alta voltagem, com um revestimento construído principalmente em alumínio, possui uma capacidade de 8,8 kWh, sendo constituída por oito módulos com um total de 96 células.  Um sistema de refrigeração líquida, com circuito de baixa temperatura assegura o funcionamento da bateria na gama ideal de temperatura. Esta complexa tecnologia contribui decisivamente para melhorar a potência e o tempo de vida útil do sistema de propulsão elétrico, funcionando inclusive com baixas temperaturas exteriores.

O Audi A3 e-tron acelera de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos e atinge uma velocidade máxima de 222 km/h. Regendo-se pela norma padrão ECE para automóveis híbridos ‘plug-in’, este modelo de cinco portas necessita de apenas 1,5 litros de combustível para percorrer 100 km, o que corresponde a 35 g/km de emissões de CO2. Em modo elétrico, o Audi A3 e-tron alcança uma velocidade máxima de 130 km/h, com uma autonomia máxima de 50 km. Por Carlos Moura

terça-feira, 11 de junho de 2013

Hyundai entregou primeiros ix35 Fuel Cell na Europa

A Hyundai entregou à cidade dinamarquesa de Copenhaga as primeiras 15 unidades do modelo ix35 com pilha de combustível a hidrogénio que foram fabricados em série na sua linha de produção. Os veículos foram entregues durante a cerimónia de inauguração do primeiro posto de abastecimento de hidrogénio na Dinamarca.
O ix35 Fuel Cell não produz emissões nocivas de gases de escape, apenas vapor de água, e por isso a sua utilização vai ajudar a cidade de Copenhaga a atingir o seu objetivo de zero emissões de carbono até 2025. Desde 2011 que a Hyundai Motor tem vindo a disponibilizar os protótipos da terceira geração do ix35 com pilha de combustível numa ampla gama de iniciativas para aumentar a consciencialização sobre os benefícios do hidrogénio como combustível automóvel, para apoiar o esforço de estabelecer uma infraestrutura de reabastecimento pan-europeia e também para demonstrar às organizações públicas e privadas a facilidade do uso destes veículos no dia-a-dia.
Desde a sua primeira pesquisa em 1998, a Hyundai Motor tem sido líder mundial no desenvolvimento da tecnologia da pilha de combustível a hidrogénio. Esta tecnologia é propriedade da Hyundai e é desenvolvida no Eco Technology Research Institute, na Coreia. A Hyundai pretende construir mil unidades do ix35 Fuel Cell até 2015 na sua fábrica em Ulsan, também na Coreia.

O Hyundai ix35 Fuel Cell está equipado com um motor elétrico de 100 kW (136 CV) e regista uma velocidade máxima de 160 km/h. Os dois tanques de armazenamento de hidrogénio, localizados entre o eixo traseiro do veículo, têm uma capacidade total de 5,64 kg e vão permitir ao ix35 Fuel Cell uma autonomia de 594 km apenas com um abastecimento. Atestar os depósitos de hidrogénio até à sua capacidade máxima leva apenas alguns minutos. Por Carlos Moura

Nissan já vendeu dez mil Leaf na Europa

A Nissan já comercializou dez mil unidades do modelo elétrico Leaf desde a introdução deste modelo na Europa em março de 2011. Com este marco, o automóvel de emissões zero da marca japonesa consolidou o seu estatuto como o veículo elétrico mais vendido de sempre no Velho Continente.

A décima milésima unidade do Nissan Leaf vendido na Europa foi entregue a uma enfermeira francesa da região de Paris que o irá utilizar tanto nas suas visitas a pacientes idosos como ao fim-de-semana com a família. “Comprei o LEAF porque os baixos custos de funcionamento fazem sentido para o meu trabalho”, afirma a enfermeira Sylvie Lailler. “Necessitava de um automóvel familiar de qualidade, queria um veículo de emissões zero para substituir o meu dois volumes a diesel e o Nissan Leaf foi a melhor escolha. A minha família estava relutante em adquirir um veículo elétrico, mas depois do teste de condução o meu marido disse-me que o queria para conduzir até ao trabalho, no entanto não lhe vou entregar as chaves assim tão facilmente!” O automóvel irá ser utilizado essencialmente nas visitas aos pacientes, mas também será levado de comboio até ao sul de França para as férias de verão com a família. Por Carlos Moura

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Vendas de elétricos da Renault – Nissan abaixo do previsto


As vendas de veículos elétricos da Aliança Renault – Nissan deverão ficar abaixo do objetivo previsto de 1,5 milhões de unidades em 2016. Segundo a edição ‘online’ do Automotive News, o CEO da Nissan e da Renault, Carlos Gosh, admitiu que as duas marcas dificilmente cumprirão esse objetivo nesse ano. A Nissan vendeu apenas 62 mil unidades do Leaf desde a estreia deste modelo elétrico em finais de 2010. A Renault entregou menos de 20 mil unidades dos seus quatro modelos elétricos: Fluence ZE, Kangoo ZE, Twizy e ZOE.
As vendas de ambas as marcas estão abaixo do ritmo previsto por Carlos Gosh em 2011: 1,5 milhões de unidades até ao final do ano fiscal que termina a 31 de março de 2017.
Para impulsionar as vendas de veículos elétricos, a Nissan irá introduzir mais três modelos até 2016, incluindo a versão elétrica do furgão NV200. O Leaf passou a ser comercializado em três níveis de equipamento numa lógica de disponibilização de versões de entrada na gama com um custo de aquisição mais baixo. Por Carlos Moura 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Toyota vai implementar veículos a hidrogénio em Londres


A Toyota estabeleceu uma parceria estratégica com a cidade para implementação de veículos a hidrogénio (London Hydrogen Partnership) na capital britânica, comprometendo-se a desenvolver o hidrogénio e a tecnologia de célula de combustível para as estradas da região.
Com esta ação conjunta, o mayor de Londres, Boris Johnson, propõe garantir novos empregos e investimento e ao mesmo tempo, reduzir o impacto ambiental. Os veículos movidos a hidrogénio através da célula de combustível (FCEV) são conotados, por muitos, como os sucessores viáveis a longo prazo para os veículos diesel e a gasolina, uma vez que são vários os construtores de automóveis que estão a apostar no desenvolvimento desta inovadora tecnologia.
Ao longo dos últimos anos, o London Hydrogen Partnership) investiu mais de 50 milhões de Libras (cerca de 58 milhões de Euros) em projetos relacionados com o hidrogénio para atrair e incentivar a introdução de novas alternativas de mobilidade como os autocarros movidos a FCEV, táxis, scooters, para além de infraestruturas, como estações de reabastecimento, veículos específicos de movimentação de cargas, unidade de produção de calor e de energia, instaladas em Londres. Por Carlos Moura

sexta-feira, 22 de março de 2013

Renault escolheu Portugal para apresentar elétrico ZOE


A Renault escolheu a região da Grande Lisboa, entre Cascais e o Montijo, para a apresentação à imprensa internacional do automóvel totalmente elétrico ZOE. Durante cinco semanas, mais de 700 jornalistas de 25 países de toda a Europa Ocidental, Argentina, Austrália, China, Índia e Marrocos participam numa operação que deverá ter um impacto económico de aproximadamente três milhões de euros, no setor hoteleiro, em recursos humanos e em sistemas de carregamento. Cerca de uma centena de pessoas estão envolvidas na organização de um lançamento que conta com 60 unidades do Renault ZOE para serem conduzidas pelos jornalistas internacionais convidados para conhecerem e ensaiarem o novo modelo elétrico da marca francesa.
A excelência das estruturas hoteleiras, o clima, a beleza da região, a rede viária e a qualidade das infraestruturas de carregamento foram determinantes na escolha da região da Grande Lisboa para a apresentação internacional do Renault ZOE.
Com uma autonomia de 210 quilómetros, o ZOE é o único automóvel equipado com carregador Camaleão. Um carregador, patenteado pela Renault, que é compatível com qualquer nível de potência até 43 kW e que permite o carregamento das baterias, em função da potência disponível, num período de tempo que pode oscilar entre os 30 minutos e as nove horas. Por exemplo, com uma potência de 22 kW, o ZOE carrega-se, em apenas uma hora (80% da bateria). Este nível de potência intermediária preserva melhor a duração da vida das baterias e possui menos impacto na rede elétrica do que uma carga rápida a 43 kW.
No mercado nacional, o Renault ZOE será comercializado em abril com um preço chave na mão a partir de 21.750 euros. Por Carlos Moura 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Novo Nissan Leaf com autonomia de 200 km


A Nissan procedeu a uma atualização do seu veículo elétrico Leaf, que passa a oferecer uma autonomia, em ciclo combinado, de 199 quilómetros, enquanto o tempo de recarga da bateria, com opção de carregador de 6,6 kW, diminui para quatro horas.
 A gama vai passar a estar disponível em três níveis de equipamento – Visia, Acenta e Tekna. A versão de entrada conta com jantes de 16 polegadas com tampões, proteções pretas dos espelhos retrovisores e faróis de halogéneo. A intermédia oferece jantes de liga leve de 16 polegadas, acabamentos de banco em camurça, proteções de espelhos na cor da carroçaria e vidros traseiros de privacidade. A variante mais bem equipada (Tekna) possui bancos em couro, jantes de liga leve de 17 polegadas, faróis LED, sistema de audio Bose e AVM. Em termos de equipamento de segurança de série, as três versões possuem airbags de cortina, dianteiros e laterais, ABS e EBD com a assistência à travagem e programa eletrónico de estabilidade (ESP).
O novo Nissan Leaf recebeu um grupo motopropulsor novo e totalmente integrado que reúne pela primeira vez o conjunto do carregador, o inversor e o motor. Montado como sistema único, tem por base um motor síncrono de resposta rápida de 80 kW CA alimentado por baterias de iões de lítio de 48 módulos compactos desenvolvidas pela Nissan, montadas sob a área do habitáculo para baixar o centro de gravidade e otimizar o comportamento dinâmico. O carregador foi deslocalizado da traseira para a dianteira, o que permitiu aumentar a capacidade da bagageira em 40 litros, para 370 litros.
Em termos dinâmicos, o novo Leaf oferece uma condução mais agradável para os padrões europeus devido às alterações no chassis, direção e travões, um desenvolvimento a cargo da equipa de engenharia do Centro Técnico da Nissan Europa (NTCE), em Cranfield, Reino Unido.
Uma das principais alterações ocorreu nas afinações dos amortecedores, com o objetivo de reduzir a flutuação e proporcionar uma condução mais ágil e dinâmica, sem com isso afetar o conforto de condução. Foi reforçado o “peso” do sistema de direção, para adequar a sensibilidade ao gosto Europeu, ao mesmo tempo que o desempenho dos travões foi melhorado de modo a torná-los mais progressivos na sua ação, aumentando também a recuperação de energia.
Foram também implementadas modificações no modo de condução Eco. A nova configuração ‘B' na transmissão aumenta a travagem renegerativa durante a desaceleração, enquanto o botão ‘Eco' separado no volante amplia a autonomia de condução, alterando o mapeamento do acelerador, para desencorajar uma aceleração rápida. Os dois sistemas podem ser operados de forma independente entre si, ao contrário do que acontecia no Leaf original. Por Carlos Moura