Mostrar mensagens com a etiqueta Mobilidade Elétrica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mobilidade Elétrica. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Rede de carregamento de veículos elétricos liberalizada em Portugal

A ERSE (Entidade Reguladora de Serviços Energéticos) publicou o regulamento da mobilidade elétrica que prevê a abertura do mercado aos operadores privados. O Regulamento nº879/2015 foi publicado em Diário da República no dia 22 de dezembro.
De acordo com o documento, a Mobi.E continua a ser a entidade responsável pela gestão da rede de mobilidade elétrica até 2018, mas a operação dos postos de carregamento será entregue a outras entidades para os explorarem comercialmente. A Mobi.E terá a missão de monitorizar a gestão dos postos de carregamento pelos operadores privados.
A legislação prevê o pagamento da energia elétrica consumida pelos utilizadores de veículos elétricos, após um período de transição. Os utilizadores terão de adquirir um cartão de carregamento a um operador que ser creditado com dinheiro para que depois seja possível abastecer o veículo elétrico nos postos de carregamento em qualquer ponto do território nacional, incluindo Madeira e Açores. A tarifa a praticar pode variar em função do período horário, do nível de tensão e tipo de fornecimento.

Com o objetivo de realizar um tratamento seguro e flexível dos dados pela Mobi.E, os postos de carregamento serão dotados com contadores inteligentes. Por Carlos Moura 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Novo Governo retoma aposta na mobilidade elétrica

O programa do XXI Programa Constitucional prevê uma forte aposta no projeto de mobilidade elétrica e na formação de um ‘cluster’ industrial no nosso País em torno desta tecnologia. Esta aposta é considerada vital para substituir progressivamente a dependência dos combustíveis fósseis no transporte rodoviário, com as inerentes emissões de gases com efeito de estufa, por um maior consumo de eletricidade renovável.
Entre as medidas propostas inclui-se o direcionamento dos incentivos à aquisição de veículos elétricos para os segmentos com maior impacto energético e ambiental, designadamente autocarros de serviço público de transporte, táxis, transporte escolar, transporte de mercadorias e logística urbana. O Governo de António Costa compromete-se ainda a criar incentivos ao surgimento de operadores de ‘car sharing’ e ‘bike sharing’ elétricos. Por outro lado, as políticas de renovação das frotas do Estado e das autarquias, destinadas à circulação urbana, deverão abranger uma quota de 25 por cento de veículos elétricos. Além disso, o programa do novo Governo também prevê a criação de incentivos que levem os operadores logísticos a adotar veículos elétricos, em particular na operação em meios urbanos e em transporte ‘last mile’.

A reabilitação e redimensionamento da rede pública Mobi.E, a promoção do carregamento nas garagens das habitações e das empresas, onde os utilizadores de veículos elétricos estacionam a maioria do tempo, são mais duas das medidas previstas no programa do Governo, que é omisso relativamente à Lei da Fiscalidade Verde. O Governo propõe-se ainda definir uma tarifa de venda da energia armazenada de forma descentralizada nas baterias dos veículos elétricos de volta à rede elétrica. Os veículos poderão assim funcionar como um estabilizador da rede elétrica, armazenando energia nos períodos de vazio e devolvendo à rede nos momentos de pico. Por Carlos Moura

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Híbridos, plug-in e elétricos no Salão Automóvel e do Veículo Ecológico de Lisboa


 Até dia 8 de novembro decorre o Salão Automóvel e do Veículo Ecológico nos pavilhões da Feira Internacional de Lisboa. Sete anos depois da última edição, o Salão Automóvel regressou à capital, numa organização da Associação do Automóvel de Portugal (ACAP) e da Feira Internacional de Lisboa.
Esta edição tem mais um caráter de feira do que de salão automóvel propriamente dito porque um dos objetivos da organização consistiu numa contenção de custos para os expositores. Será de referir que neste Salão do Automóvel e do Veículo Ecológico foram os concessionários das marcas a estarem diretamente presentes, contando, nalguns casos, com o apoio dos respetivos distribuidores para o nosso país. O certame ocupou uma área de 16 mil metros quadrados, que corresponde a dois pavilhões da FIL. Os veículos de passageiros das mais de 20 marcas representadas estão em exposição no interior dos pavilhões, enquanto os veículos comerciais têm um espaço dedicado nas passagens entre os pavilhões.
Esta edição do Salão Automóvel e Veículo Ecológico quase duas dezenas de estreias nacionais e mais de 200 modelos expostos, incluindo veículos híbridos, híbridos ‘plug-in’ e elétricos.

Audi
No espaço da Audi destaque para o A3 e-tron sport, o primeiro híbrido plug-in da marca que vem equipado com um motor de combustão 1.4 TSI de 150 cv, um motor elétrico de 102 cv e uma bateria de iões de 8,8 kWh. A potência combinado dos dois motores é de 204 cv. A autonomia em modo elétrico é de aproximadamente 50 quilómetros, enquanto o consumo médio anunciado em modo híbrido, isto é, com bateria carregada, é de 1,5 l/100 km/h. O Audi A3 e-tron sport está disponível a partir de 43 mil euros.

BMW
A BMW fez-se representar pela sua gama i, isto é, com o i3, disponível em versões Full Electric ou com extensão de autonomia EXA, e com desportivo híbrido plug-in i8. O BMW i3 recebe um motor elétrico de 125 kW (170 cv) que permite percorrer entre 130 a 160 quilómetros na versão Full Electric ou entre 120 a 140 quilómetros em modo elétrico e mais 120 a 150 quilómetros com ajuda de um pequeno motor a gasolina de dois cilindros com 34 cv para manter a carga da bateria num nível constante, aumentando a assim autonomia para cerca de 300 km. O BMW i3 tem um preço de venda ao público a partir de 38.250 euros
A outra proposta da BMW nesta área tem um custo de aquisição bastante mais elevado, a partir de 138 mil euros. Estamos a falar do BMW i8, que é construído com base na arquitetura LifeDrive – constituída pelos módulos Life (habitáculo em plástico reforçado com fibra de vidro) e Drive ((chassis em alumínio que integra a suspensão e todos os elementos de propulsão).  Este ‘coupé’ de quatro lugares possui um motor a gasolina TwinPower Turbo de três cilindros e 1,5 litros com 231 cv e um motor elétrico de 131 cv, oferecendo uma potência combinada de 362 cv. O BMW i8 pode percorrer até 37 quilómetros em modo totalmente elétrico, pois conta com uma bateria de iões de lítio de 5,2 kWh, que pode ser carregada de forma contínua pelo motor a gasolina durante a condução ou através de uma ligação a uma tomada elétrica convencional.  Como veículo desportivo, bastam 4,4 segundos para acelerar dos 0 aos 100 km, com tração integral, mas a velocidade máxima está limitada eletronicamente a 250 km/h.


Citroën
Para o transporte de passageiros, a oferta da Citroën assenta, atualmente, no modelo C-Zero. Desenvolvido no âmbito de uma parceria com a Mitsubishi, tem uma carroçaria detipo monovolume, mas de dimensões compactas, com um 3,48 metros de comprimento para uma largura inferior a 1,5 metros (1,475 m) e uma altura de 1,6 metros. 
As baterias estão colocadas no piso do carro, enquanto o motor, o inversor e o sistema de carga também encontram lugar na traseira do carro.O C-Zero  conta com um motor elétrico de 47 kW (64 cv), que oferece uma autonomia até 150 quilómetros. O preço de venda ao público de 31 mil euros.

Lexus
A Lexus aproveitou o Salão do Automóvel e do Veículo Ecológico para estrear as versões desportivas SportEdition do Lexus CT 200h e no Lexus IS 300h. Disponível com a designação IS 300h Sport edition e CT 200h Sport edition, ambos incluem pormenores estéticos de caráter desportivo no exterior e interior, contudo diferenciando-se das versões F SPORT que permitem um apuro dinâmico e um design ainda mais arrojado. O novo Lexus CT 200h Sport edition vai estar equipado com jantes de liga leve de 17’’ de cor preta, espelhos retrovisores com capas em preto, grelha frontal e frisos pretos, assim como, um difusor traseiro também em preto. O interior CT 200h Sport edition possui acabamentos exclusivos, como bancos em tecido e Tahara integrada e estão disponíveis 4 cores exteriores, com um preço de 32.100 euros. O IS 300h Sport edition destaca-se pelas exclusivas jantes de liga leve de 5 raios de 18’’ de cor preta para além da grelha frontal e as capas dos espelhos retrovisores na mesma cor.
  
Mercedes-Benz
A única proposta totalmente elétrica da Mercedes-Benz, o B ED, estava em destaque no stand dos concessionários da marca. O Classe B ED vem equipado com um motor elétrico de 132 kW e um binário de 340 Nm. A marca alemã anuncia uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 7,9 segundos e uma autonomia até 200 quilómetros. Em função do desejo do utilizador para conduzir economicamente ou de forma mais desportiva estão à disposição três programas de condução (Economy Plus, Economy e Sport). A bateria de iões de lítio encontra-se por baixo do veículo, libertando espaço no interior para oferecer cinco verdsdeiros lugares e uma bagageira com uma capacidade de 501 litros. O Mercedes-Benz Classe B Electric foi desenvolvido em colaboração com a Tesla Motors, designadamente o sistema de propulsão da marca norte-americana fundada por Elon Musk. Tem um preço de venda ao público a partir de 43 mil euros.

Mitsubishi
A Mitsubishi aproveitou o Salão do Automóvel e Veículo Ecológico para apresentar, pela primeira vez, ao público nacional a nova geração do Outlander PHEV. 
As principais alterações são estéticas, designadamente na grelha dianteira, que conferem um aspeto mais desportivo e agressivo a este modelo. 
Este SUV híbrido ‘plug-in’ dispõe de um motor a gasolina de 1.998 cc e 121 cv, e dois motores elétricos de 60 kW (80 cv), distribuídos por cada um dos eixos, o que garante a tração às quatro rodas. O Mitsubishi Outlander PHEV recebe uma bateria de iões de lítio de 12 kWh que possibilitam uma autonomia elétrica até 50 quilómetros. A autonomia total pode chegar aos 800 quilómetros. O consumo médio de combustível situa-se entre os 2,6 e os 7,2 l/100 km, em função de uma maior ou menor utilização das baterias carregadas.

Nissan
A Nissan marcou presença no salão com toda a sua gama elétrica, que inclui os modelos LEAF e e-NV200. A grande novidade era, indiscutivelmente, a nova versão de bateria de 30 kWh do Nissan LEAF, que passa a oferecer uma autonomia até 250 quilómetros, ocupando o mesmo espaço da bateria original de 24 kWh. 
Segundo a marca, as melhorias introduzidas na nova bateria consistiram na revisão da química interna e na utilização de novos materiais para os elétrodos. Além do carregamento normal, a bateria de 30 kWh também pode ser carregada de 0 a 80 por cento da sua capacidade em 30 minutos quando ligada a um carregador rápido.
O comercial e-NV200, nas versões furgão e combi, também esteve representado no espaço dos concessionários da Nissan. Este modelo dispõe da mesma tecnologia elétrica do LEAF e uma autonomia homologada de 170 quilómetros. 
A versão de mercadorias possui um volume de carga de 4,2m3 e uma capacidade de carga de 770 kg. O compartimento de carga permite transportar duas europaletes e está acessível através de portas deslizantes em ambos os lados e portas traseiras de ampla abertura. Em opção também está disponível com uma única porta traseira com dobradiça superior - que asseguram que as operações de carga e descarga são tão simples e fáceis quanto possível. Para o transporte de pessoas e alguma bagagem, quatro passageiros e condutor, está disponível a versão Combi.

Peugeot
A oferta elétrica da Peugeot para o transporte de passageiros consiste no citadino iOn. Tal como o Citroën foi desenvolvido ao abrigo da parceria entre oos Grupos PSA Peugeot Citroën e a Mitsubishi. 
Assim, o Peugeot iOn apresenta carroçaria de tipo monovolume, mas de dimensões compactas, com um 3,48 metros de comprimento para uma largura inferior a 1,5 metros (1,475 m) e uma altura de 1,6 metros. 
As baterias estão colocadas no piso do carro, enquanto o motor, o inversor e o sistema de carga também encontram lugar na traseira do carro. O Peugeot iOn  conta com um motor elétrico de 47 kW (64 cv), que oferece uma autonomia até 150 quilómetros. O preço de venda ao público de 30.390 euros.

Renault
A Renault apresentou ao público o ZOE 240. A grande novidade em relação ao “original” é um novo motor, 100 por cento desenvolvido pela marca. 
Com 95 patentes específicas, um bloco inovador na conceção e na arquitetura, que reivindica mais autonomia, melhor rendimento (ou seja, menos consumo de energia) graças a uma mais eficaz gestão eletrónica e menor tempo de carregamento, devido à evolução feita no sistema de carregamento Camaléon, que permite um carregamento mais rápido – menos de 8 horas numa vulgar tomada doméstica com 3 kW (com wallbox). Um motor também dez por cento mais compacto do que aquele que equipou a versão de lançamento.
Com uma autonomia de 240 quilómetros (mais 30 quilómetros que o motor “original”), o modelo reforça o estatuto de automóvel do segmento que é capaz de cumprir mais quilómetros com uma única carga de baterias. O novo Renault ZOE R240 tem um preço de venda ao público a partir de 21.525 euros, isto é, mais 300 euros do que o ZOE Q210, que ainda se mantém em comercialização.

Toyota
 A Toyota marcou presença no Salão do Automóvel e Veículo Ecológico 2015 com a tecnologia híbrida que têm conquistado o coração de mais de oito milhões de clientes em todo o mundo. Sendo atualmente a marca com a maior oferta na gama de modelos com tecnologia híbrida no mercado português e, tendo sido pioneira nesta tecnologia, os visitantes podem ver de perto os modelos de maior sucesso como o utilitário Yaris Hibrido, o familiar Auris Touring Sports Hibrido ou o tecnológico e avançado Prius Plug-in, com a sua tecnologia de condução em modo elétrico de 25 Km. 

Volkswagen
A Volkswagen levou aos pavilhões da FIL o seu híbrido plug-in diesel XL1, que tem um preço de venda ao público de 89 mil euros. Equipado com um motor diesel de 829 cc que desenvolve uma potência de 70 cv e um binário de 140 Nm, este veículo possui uma carroçaria aerodinâmica em carbono e não dispõe de espelhos exteriores retrovisores que foram substituídos por câmaras. Toda esta otimização tem como objetivo assegurar um consumo médio de combustível em modo híbrido de 0,9 l/100 km. A velocidade máxima está limitada eletronicamente a 160 km/h.  
  
Volvo
No espaço da Volvo, um dos destaques era V60 PHEV. A marca sueca foi a primeira a utilizar um motor diesel de 2,4 litros e 215 cv num híbrido com função ‘plug-in’. Esta solução oferece uma autonomia elétrica até 50 quilómetros  e um consumo médio combinado em modo híbrido de 1,8 l/100 km. O Volvo V60 PHEV possui um pack de baterias de 11,2 kWh e um motor elétrico de 68 cv. O preço de venda ao público inicia-se nos 40.642 euros. Por Carlos Moura  













    

terça-feira, 23 de junho de 2015

Mobi.E mantém gestão da rede pública até 2018

A empresa Mobi.E vai continuar a assegurar a gestão da rede de carregamento pública para veículos elétricos até 12 de junho de 2018, segundo determina um despacho do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, que foi publicado em Diário da República, no dia 18 de junho. Segundo o despacho assinado pelo secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, a “Mobi.E continua a ser a entidade com maior conhecimento e experiência adquiridos no desenvolvimento’ da gestão da rede de mobilidade elétrica e, por isso, esta sociedade anónima continuará a assegurar esta atividade, até 12 de junho de 2018, que poderá ser renovável por períodos mínimos de um ano. O despacho refere ainda que esta solução pode ser ‘transitória, até que se verifique um maior desenvolvimento da rede de mobilidade elétrica”. Por Carlos Moura

segunda-feira, 22 de junho de 2015

França implementa rede de carga rápida Corri-Door

Os dois primeiros pontos de carregamento rápido da rede francesa Corri-Door já entraram ao serviço nas autoestradas operadas pela SANEF. Os pontos de carga estão localizados nas estações de serviço de Bosgouet Nord (A13) e Tardenois Nord (A4) e fazem parte de uma rede de 200 pontos de carga rápido que serão implementados nas autoestradas francesas até dezembro de 2015. Os pontos de carga rápida, que permitem carregar a bateria de um veículo elétrico até 30 minutos, vão ser instalados ao abrigo de um programa co-financiado pela União Europeia (Programa TEN-T) e um consórcio de entidades ligadas à mobilidade elétrica, que é liderado pela EDF.
A rede de pontos de carga rápida será instalada nas autoestradas geridas pelo Grupo SANEF (SANEF e SAPN), APRR e Vinci Autoroutes (ASF, COFIROUTE, ESCOTA), assim como algumas superfícies comerciais localizadas junto a nós de autoestradas. Os pontos de carga da rede Corri-Door irão ser instalados em intervalos de 80 quilómetros, facilitando a condução interurbana com veículos elétricos. O objetivo desta rede é permitir o carregamento das baterias do veículos, enquanto os utilizadores fazem uma pausa na autoestrada: 80 por cento da capacidade da bateria poderá ser recarregada em menos de 30 minutos. Os pontos de carregamento da rede Corri-Door são compatíveis com todos os veículos elétricos que atualmente estão disponíveis. O operador de mobilidade Sodetrel irá lançar o seu próprio serviço de comercialização da rede Corri-Door através de um cartão denominado Sodetrel Pass. Os clientes de outros operadores também poderão utilizar os pontos de carregamento Corri-Door, uma vez que são interoperáveis.

O projeto Corri-Door é co-financiado em 50 por cento pela União Europeia e por um consórcio que inclui a EDF, a sua subsidiária Sodetrel, a Renault, a Nissan, a BMW, a Volkswagen e a ParisTech (12 escolas francesas de engenharia e economia). Por Carlos Moura   

segunda-feira, 2 de março de 2015

Ford desenvolve protótipos de bicicletas elétricas

A Ford Motor Company está a expandir o seu plano global de Mobilidade Inteligente Ford com uma nova experiência que visa estudar a integração das bicicletas elétricas na cadeia de mobilidade para garantir deslocações diárias mais rápidas e mais fáceis em meio urbano, ajudando as empresas que operam nesses centros urbanos.
O estudo, denominado “Handle on Mobility” foi apresentado no “Mobile World Congress” em Barcelona, e marca o passo mais recente do projecto de mobilidade que a companhia anunciou mundialmente este ano como parte do plano de Mobilidade Inteligente da Ford, o plano da empresa para ajudar a mudar a forma como o mundo se move, através da inovação em conetividade, mobilidade, veículos autónomos, experiência do cliente e grande volume de dados.
Como ponto de partida para a experiência, a Ford desafiou os empregados em redor do mundo a apresentar projetos para bicicletas elétricas. Os protótipos de e-bikes MoDe:Me e MoDe:Pro, apresentados no “Mobile World Congress”, estão entre os projetos de topo, entre os mais de cem que foram submetidos.
Ambas as e-bikes estão equipadas com motores de 200 watt e baterias de nove amperes/hora que que fornece assistência elétrica aos pedais para velocidades até aos 25 km/h. As e-bikes oferecem tecnologia inspirada na indústria automóvel, incluindo, por exemplo, um sensor ultra-sónico voltado para a traseira. Tal permite um sistema de alerta ao utilizador que o adverte quando um veículo o está a ultrapassar, em ambos os punhos do guiador, por vibração, por seu turno alertando os condutores da presença da e-bike pela iluminação do guiador.

As bicicletas, que se dobram facilmente para caberem nos automóveis da marca norte-americana, satisfazem as necessidades dos diferentes utilizadores. A e-bike MoDe:Me – construída com a ajuda do especialista de bicicletas Dahon – destina-se aos viajantes urbanos, permitindo-lhes continuar a rolar no trânsito congestionado das cidades. Dobra-se e armazena-se facilmente, permitindo que esses viajantes de longo curso em meio urbano estacionem na periferia das cidades, levando depois as e-bikes em transportes públicos até ao centro das mesmas, montando, em seguida, as e-bike rumo ao seu destino final. A e-bike MoDe:Pro – construída por uma equipa da Ford – destina-se a uma utilização comercial urbana – carteiros, eletricistas e serviços de entrega de encomendas e outros serviços. Foi projetada para se poder guardar com segurança em veículos comerciais, como o Transit Connect, podendo atuar como veículo de transporte e de apoio, em combinação com uma ou mais e-bikes. Por Carlos Moura

sexta-feira, 27 de junho de 2014

CaetanoBus desenvolve autocarro urbano elétrico

A CaetanoBus está a desenvolver uma plataforma de autocarro urbano elétrico, que poderá ser alimentado por um sistema de baterias ou por ‘fuel cell’, recebendo para o efeito depósitos de hidrogénio no tejadilho. A informação foi adiantada por José Costa, diretor de Desenvolvimento da CaetanoBus, durante o evento ‘Hydrogen Fuel Cells Bus Seminar’, que decorreu em Lisboa, no dia 27 de junho. O protótipo será apresentado em junho de 2015 e consistirá num autocarro de tipologia urbana, com um comprimento de 12 metros, uma largura de 2,5 metros, uma altura inferior a quatro metros e um peso bruto de 18 toneladas. O veículo terá uma lotação até 75 passageiros. O autocarro estará disponível numa versão puramente elétrica, equipada por baterias de iões de lítio (à semelhança do Cobus 2500 EL ou do e-Cobus), sendo a alimentação efetuada por ligação elétrica, ou uma versão ‘fuel cell’, com depósitos de hidrogénio e sistema de pilha de combustível montados no tejadilho do veículo. Por Carlos Moura 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

EDP lança oferta comercial para veículos elétricos

A EDP anunciou o lançamento de uma oferta comercial, denominada ‘energy2move’ com descontos para proprietários de veículos elétricos das marcas BMW, Mitsubishi, Nissan, Opel, Peugeot, Renault, Smart e Volkswagen.  

O ‘energy2move' contempla assim várias opções: desde o fornecimento de electricidade, de origem renovável, com desconto que pode ir até aos dez por cento em horário nocturno, passando pela oferta de um ano de electricidade gratuita para os clientes que adquirem, em 2014, um automóvel elétrico às marcas parceiras da EDP. 
A promoção será limitada aos primeiros 500 compradores de veículos elétricos daquelas oito marcas. A oferta comercial da EDP prevê ainda a opção pela aquisição de um posto de carregamento ‘charger2move', que possibilita permite aos clientes carregar os veículos eléctricos em casa. Em associação com esta aquisição, os clientes poderão ainda optar pelo ‘re:dy', um sistema de gestão que permite controlar os consumos em casa e no automóvel. Por Carlos Moura

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Mercedes e BYD desenvolveram DENZA para a China

A joint-venture constituída entre a germânica Daimler e a chinesa BYD estreou o modelo DENZA no salão automóvel ‘Auto China’, que decorreu em Pequim.
Desenvolvido em conjunto por alemães e chineses, combina a reconhecida tradição de engenharia da Daimler e a liderança tecnológica da BYD no domínio das baterias. O novo modelo vai ser produzido e comercializado na China, devendo chegar ao mercado local no mês de setembro. O DENZA foi concebido a partir da bateria de iões de lítio, que se encontra protegida por uma estrutura em alumínio e está localizada por baixo da carroçaria. Esta disposição permitiu que todos os componentes da cadeia cinemática estejam separados do habitáculo. A bateria tem uma capacidade de 47,5 kWh e pode ser carregada numa tomada doméstica, em pontos de carga públicos ou em carregadores de parede. O tempo de carga situa-se entre as sete horas e menos de uma hora, em função do tipo de carregador. O veículo conta com um motor elétrico de 86 kW que permite alcançar uma velocidade máxima até 150 km. A autonomia anunciada é de 300 km. Por Carlos Moura 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Solaris e Bombardier entregaram primeiro autocarro com tecnologia PRIMOVE

O operador alemão de transportes públicos Braunschweiger Verkehr colocou ao serviço comercial o primeiro autocarro elétrico equipado com um sistema de carga por indução para carregar as baterias. O veículo foi fabricado pela Solaris, enquanto a tecnologia de carregamento automático sem fios, denominada PRIMOVE, foi desenvolvida pela Bombardier.

O sistema foi estreado num autocarro elétrico standard de 12 metros que efetua a carreira M19 no centro da cidade de Braunschweig. Em outubro irão entrar em operação quatro autocarros articulados de 18 metros, também equipados com a tecnologia carregamento rápido sem fios PRIMOVE e as novas baterias de elevado rendimento PRIMOVE. Com uma potência de 200 kW, o sistema carrega as baterias em poucos segundos, permitindo ao autocarro percorrer a distância até à paragem seguinte.

Antes de entrar em serviço comercial com passageiros, o autocarro de 12 metros esteve em testes durante várias semanas para que o todo o sistema PRIMOVE fosse aprovado pela entidade certificadora TÜV SÜD. Os ensaios incluíram 280 ciclos de carga, cerca de três mil quilómetros percorridos em modo elétrico e vários testes de segurança elétrica e emissão eletromagnética.

Para os passageiros, o sistema PRIMOVE é praticamente inaudível e invísivel. Os autocarros elétricos não só são mais silenciosos do que os de combustão, como também aceleram mais suavemente. As placas de carga do sistema Primove estão revestidas por cimento e foram instaladas por baixo do piso na estação de recolha ou em algumas paragens selecionadas. A instalação elétrica principal também foi integrada no chão nas paragens dos autocarros.
O projeto-piloto que está a decorrer na cidade alemã de Braunschweig conta com a participação de entidades como a Braunschweiger Verkehrs, a Bombardier, a Universidade Técnica de Braunschweig, a BS Energy. O financiamento é assegurado pelo ministério alemão dos Transportes e Infraestruturas Digitais.

Os autocarros elétricos fabricados pela Solaris são totalmente carregados durante a noite na estação de recolha. Uma carga rápida das baterias durante os dez minutos de intervalo na paragem terminal da carreira é suficiente para assegurar uma operação suave do autocarro elétrico de 12 metros numa carreira que tem uma extensão de 12 quilómetros. O autocarro articulado de 18 metros exige mais energia, pelo que receberá cargas adicionais durante alguns segundos em duas das paragens intermédias da carreira. A Bombardier acredita que este conceito de carga à medida assegura a maior vida útil à bateria e uma operação sem interrupções nem emissões. Por Carlos Moura

quarta-feira, 5 de março de 2014

e-NV200: Nissan avança com segunda proposta elétrica

A Nissan vai lançar um segundo modelo elétrico no próximo mês de junho, o e-NV200, que se virá juntar ao LEAF, com o qual partilha boa parte da cadeia cinemática. A nova proposta estará disponível como furgão de mercadorias, Combi de cinco lugares e numa variante mais luxuosa de passageiros denominada Evalia. A bateria de iões de lítio tem uma capacidade de 24 kWh e foi instalada no chão do veículo atrás dos bancos dianteiros para assegurar um baixo centro de gravidade. O motor elétrico síncrono desenvolve uma potência de 80 kW. A autonomia anunciada é de 170 km e a velocidade máxima está limitada eletronicamente a 120 km/h.  

A bateria pode ser recarregada durante a noite através de um carregador de 3.3 kW que se liga a uma tomada doméstica de 16A ou por um carregador de 6.6 Kw de 32ª, também fornecido, para permitir reduzir o tempo de carga para quatro horas. Existe uma terceira possibilidade que é a recarga através de um carregador rápido CHAdeMO de 50 kW, permitindo carregar até 80 por cento da capacidade de carga da bateria em 30 minutos. O Nissan e-NV200 irá ser utilizado como cidade em cidades como Barcelona ou Londres. Por Carlos Moura

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Revista “Veículos Elétricos” já disponível em tablet

A “Veículos Elétricos” (VE), revista dedicada à mobilidade elétrica editada pela Dicas & Pistas, já está disponível na versão “tablet”. Esta primeira edição inclui uma entrevista com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, que aponta as vantagens da mobilidade elétrica para o ambiente das cidades, assim como uma reportagem sobre o sucesso deste tipo de viaturas na Noruega. As e-bikes da Smart, da Mando, as ‘scooters’ da BMW e da Yamaha, o autocarro Ecobus da Caetano, o BMW i3, Nissan E-NV200, Renault ZOE, Opel Ampera e Volvo FE Hybrid são alguns dos produtos analisados na primeira edição da “VE”. 

A versão “tablet” permite aos leitores aceder a um conjunto adicional de conteúdos multimédia que não estão disponíveis na versão impressa, como fotografias, filmes e notícias. A revista “VE” tem como objetivo disseminar a informação relativa a todo o topo de veículos elétricos – elétricos ‘puros’, híbridos e ‘fuel cell’ (células de combustível), - os seus componentes, equipamentos e tecnologias de suporte e gestão deste modo de mobilidade, assim como incrementar a visibilidade às politicas de mobilidade, de inovação e desenvolvimento das marcas, produtos e serviços e ainda evidenciar a sustentabilidade económica, energética e ambiental, deste tipo de mobilidade. 

Recorde-se que a "VE" foi apresentada no passado mês de dezembro, numa cerimónia que contou com a presença do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro. 

A revista "Veículos Elétricos" está disponível gratuitamente na App Store do iTunes, na página da Transportes em Revista, podendo ser descarregada para tablets com sistema iOs (iPad) através da hiperligação https://itunes.apple.com/pt/app/transportes-em-revista/id599616434?mt=8&utm_source=Transportes+Online&utm_campaign=7209fcc9b6-IPAD8_1_2013&utm_medium=email&utm_term=0_d408dc8700-7209fcc9b6- ou para sistema Android na loja Google Play através da hiperligação https://play.google.com/store/apps/details?id=com.viatecla.nicereader.transportesemrevista 


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Opel baixou preço do modelo Ampera

A Opel anunciou uma redução do preço do veículo elétrico Ampera para 38.300 euros, que anteriormente custava mais 7.600 euros. Com esta decisão, a marca alemã pretende dar um contributo efetivo para o incentivo à utilização de tecnologias de motorização, que, segundo a Opel, ainda não estão suficientemente disseminadas.
A diminuição do preço recomendado de venda ao público deve-se aos progressos a vários níveis alcançados para este modelo, que vão desde a simplificação de processos produtivos até à renegociação de compras de componentes.
O Opel Ampera foi o primeiro automóvel elétrico de uma marca europeia. Colocando-lhe um preço mais competitivo, estamos a manifestar a nossa intenção de manter uma estratégia bem definida no que diz respeito à mobilidade sustentável. Na Opel, queremos continuar a investir na motorização elétrica e acreditamos num futuro em que os automóveis não produzirão emissões”, defendeu o CEO da Opel, Karl-Thomas Neumann, no Congresso do ZEIT, em Frankfurt, que reuniu um painel de prestigiados especialistas no tema da mobilidade do futuro.
O Opel Ampera é um automóvel elétrico que consegue alcançar uma autonomia de 80 quilómetros em modo de funcionamento totalmente elétrico. Isso oferece mobilidade sem emissões nas deslocações pendulares diárias dentro do perímetro dos grandes centros urbanos. Se a bateria de 16 kWh do Ampera for recarregada com eletricidade de fontes renováveis (eólica, durante a noite, por exemplo), o impacte ambiental é nulo. Uma vez esgotados os 80 km de autonomia garantidos pela bateria, entra em funcionamento o extensor de autonomia - um motor 1.4 a gasolina - que aciona um gerador para produzir eletricidade a bordo, permitindo ao condutor continuar viagem por mais 500 km, sempre com tração elétrica.

O Opel Ampera foi recentemente distinguido nos prémios ‘eCar’ dedicados à mobilidade elétrica na categoria ‘First Evergreens’, com base numa eleição por mais de 13 mil eleitores das publicações especializadas alemãs Auto Bild e Auto Test. O veículo elétrico com extensor de autonomia da marca alemã foi selecionado entre 15 concorrentes, tendo sido eleito o ‘Melhor Conceito Geral’ entre os ‘Pioneiros Verdes’ da mobilidade elétrica. Por Carlos Moura 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Nissan vai lançar e-NV200 em 2014

A Nissan vai introduzir no próximo ano o furgão compacto e-NV200, que será o segundo veículo Zero Emissões da marca japonesa a ser produzido em série. A nova proposta irá proporcionar todo o espaço versatilidade e caráter prático do veículo no qual se baseia – o furgão NV 200 – a que se junta o desempenho do grupo propulsor no automóvel elétrico Nissan Leaf.
Segundo a marca japonesa, o e-NV200 proporciona uma forte aceleração e um nível de ruído excecionalmente baixo, caraterísticas de condução únicas dos veículos elétricos, sem emissões de CO2. Este veículo comercial 100% elétrico possui um grande potencial de apoio aos negócios, graças, nomeadamente, a um sistema avançado de telemática e uma tomada de potência no compartimento de carga, mas acima de tudo pelo seu invejável custo de operação - uma prioridade para a maioria das empresas - altamente apelativo quando comparado com o dos tradicionais veículos comerciais a operar no mercado.
"O e-NV200 irá disponibilizar o espaço, versatilidade e sentido prático de um furgão compacto tradicional a diesel ou gasolina, mas com zero emissões de CO2 ou de outros poluentes. Para além disso vai também proporcionar a experiência de condução notável e única dos veículos elétricos. O e-NV200 representa uma adição inovadora e entusiasmante à nossa gama de veículos comerciais, que já é uma das mais amplas de qualquer fabricante global", afirmou Hideto Murakami, Vice-presidente executivo responsável pela Unidade de Negócio Global de Veículos Comerciais Ligeiros, da Nissan Motor.

Além do e-NV200, a Nissan também está a desenvolver um veículo elétrico chassis-cabina baseado no modelo Cabstar, estando a ser estudados planos de produção para disponibilizar este veículo comercial cem por cento elétrico de emissões zero. Denominado e-NT400 poderá entrar em zonas urbanas de emissões zero e o seu funcionamento quase silencioso permite a sua utilização durante todo o dia, uma vez que não levanta problemas relacionados com o ruído. Por Carlos Moura 

terça-feira, 30 de julho de 2013

BMW i3 chega a Portugal em novembro

O BMW i3, que chega a Portugal em novembro, terá um preço base de 38.250 euros ou uma renda mensal de 650 euros (para renting de três anos e 45 mil quilómetros). O preço final inclui os serviços BMW i Service (BSI)  e BMW i Add-on Mobility. No primeiro caso trata-se de um contrato de manutenção com a duração de 5 anos ou 100.000 Km que inclui a inspeção geral da viatura segundo as instruções BMW i; verificação e substituição, caso necessário de filtro de ar, microfiltro e líquido de travões. Nestes contratos está ainda incluída a mão-de-obra.
Por sua vez, o BMW i Add-on Mobility permite que o proprietário do BMW i3 tenha a opção de, numa situação em que necessite percorrer distâncias maiores, ter acesso ao aluguer de uma viatura com motor a combustão. Este serviço está disponível por dois anos e inclui dez dias/ano de utilização.
O equipamento de série para o mercado português inclui ar condicionado, rádio BMW Professional com monitor a cores de 6,5”, design interior BMW i Atelier volante em pele, kits mãos livres com interface USB, desativação do airbag do passageiro frontal, sensores de estacionamento traseiros, cabo de carregamento, serviços Remote com serviços específicos BMW i, ‘eCall’ inteligente, jantes de liga leve de 19”.
As baterias de alta tensão têm uma garantia de oito anos ou cem mil quilómetros. O carregamento poderá ser efetuado de modo normal (AC) e/ou rápido, quer em postos de carregamento públicos ou em carregamento privado – diretamente através de uma tomada elétrica convencional (o cabo necessário é fornecido de série) ou através da Wallbox BMW i, uma solução de carregamento concebida para carregar em casa ou no escritório. A instalação será requerida à Rede BMW i e montagem será efetuada por uma empresa certificada e segundo os padrões da marca.

O BMW i3 será comercializado por dois agentes BMW i (Santogal, em Lisboa e Caetano Baviera, em Vila Nova de Gaia). A assistência será assegurada por uma rede de 21 reparadores autorizados da marca alemã. Por Carlos Moura

terça-feira, 23 de julho de 2013

Renault e Nissan venderam 100 mil veículos elétricos desde dezembro de 2010

A Aliança Renault-Nissan vendeu o seu centésimo milésimo veículo elétrico desde dezembro de 2010. A unidade que assinala este marco histórico foi entregue a uma estudante universitária norte-americana.
Os veículos elétricos da Renault e da Nissan já percorreram cerca de 841 milhões de quilómetros sem emissões, o que equivale a 20 mil voltas ao planeta. A economia no consumo total de petróleo foi de 53 milhões de litros e uma poupança nas emissões de 124 milhões de quilogramas de dióxido de carbono. O presidente-diretor geral da Aliança Renault-Nissan, Carlos Gosh, acredita que a “era do veículo Zero Emissões de grande difusão já começou”, acrescentando que a “ procura deverá continuar a crescer com o desenvolvimento das infra-estruturas e nós reafirmamos o nosso compromisso de longo prazo na tecnologia Zero Emissões”.

O Nissan Leaf é o veículo elétrico mais vendido em todo o mundo, com um total de 71 mil unidades. A Renault, por sua vez, já comercializou 30 mil unidades desde o lançamento do seu primeiro modelo, Kangoo ZE, no final de 2011. A marca francesa é líder de mercado na Europa com uma taxa de penetração de 61 por cento. O Twizy é atualmente o modelo elétrico mais popular da Renault, com onze mil unidades vendidas desde o início da sua comercialização na primavera de 2012. Por Carlos Moura

Câmara de Lisboa adjudicou 62 veículos elétricos à Peugeot e à Renault

A Câmara Municipal de Lisboa adjudicou 62 veículos elétricos para conversão da sua frota automóvel para viaturas não poluentes. Na sequência de concurso público, a Peugeot Portugal e a Renault Portugal foram selecionadas para fornecer, já em agosto, 42 unidades dos modelos elétricos iOn e 20 unidades do Fluence ZE, respetivamente.
Os modelos Peugeot iOn e Renault Fluence ZE foram concebidos para utilização urbana, estando vocacionados para entidades públicas, empresas e particulares. Entre os seus benefícios destaque para um custo de utilização entre 1,50 e 2,00 euros por cada cem quilómetros e emissões zero de dióxido de carbono por quilómetro.
No caso dos 42 veículos da Peugeot fornecidos à Câmara Municipal de Lisboa – que irão percorrer 80 mil quilómetros no período contratual – e por comparação com um veículo com motor de combustão com emissões de 100 g/km, a autarquia consegue evitar emissões totais de 336 toneladas de dióxido de carbono no espaço de cinco anos. Por Carlos Moura

  

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Renault iniciou comercialização do ZOE em Portugal

A Renault iniciou a comercialização do modelo elétrico ZOE no mercado nacional, que está disponível a partir de 21.275 euros e com aluguer de bateria a partir de 79 euros por mês. Com um comprimento exterior de 4,08 metros e lotação de cinco lugares vem equipado com um motor elétrico que desenvolve uma potência de 65 kW (88 cv) e um binário de 220 Nm, sendo alimentado por uma bateria de iões de lítio que possui uma capacidade de 22 kWh. As prestações anunciadas pela marca são  uma autonomia superior a 210 km e uma velocidade máxima de 130 km/h.
A maior autonomia deve-se ao sistema ‘Range OptimiZE’ que reúne três inovações técnicas: sistema de travagem regenerativo de nova geração, que permite o carregamento das baterias sempre que se pressiona o pedal do travão ou simplesmente se desacelera; uma bomba de calor que reduz, significativamente, as disparidades de autonomia durante as estações de frio e calor; pneus Michelin Energy TM E-V, que combinam poupança de energia, segurança e durabilidade, e que foram concebidos para reduzir as grandes perdas de energia associadas ao atrito durante a aceleração brusca dos automóveis elétricos.
Para alimentar a bateria, a Renault desenvolveu um carregador denominado ‘Camaleão’, que se adapta à potência disponível, monofásica ou trifásica, até 43 kW. O ZOE pode carregar até 80 por cento da bateria em 30 minutos. A marca refere que o ‘Camaleão’ permite carregar o veículo em três níveis de potência variáveis, como por exemplo a 11 kW (em cerca de duas horas) ou 22 kW (80 por cento da bateria num carregamento de uma hora).
Os carregamentos fora dos postos públicos deverão ser efetuados através de uma ‘Wall-Box’, um equipamento que, na fase de lançamento, é oferecido e montado pela Renault em casa ou no local de trabalho do cliente.
O Renault ZOE oferece ainda a possibilidade ao proprietário de aceder à informação ou mesmo interagir com o automóvel através de um ‘smartphone’ ou de um computador, designadamente para ligar ou programar a climatização, iniciar o carregamento das baterias ou programar os horários dos carregamentos.

No mercado nacional, o Renault ZOE está disponível em três níveis de equipamento: Life, Zen e Intens. Todas as versões contam com airbag duplo, sistema de travagem ABS com sistema de travagem de emergência, controlo eletrónico de estabilidade (ESP), tração (ASR) e subviragem (CSV), repartição eletrónica de travagem (EBD), regulador-limitador de velocidade, sistema auxiliar de arranque em subida (Hill Holder), ar condicionado, cartão Renault tipo telecomando, ZE Voice (avisador para peões em circulação diurna), Renault R-Link (tablet multimédia integrado), sistema de navegação Carminat TomTom. Por Carlos Moura 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Audi R18 e-tron venceu 24 horas de Le Mans

Audi venceu as 24 Horas de Le Mans com um carro híbrido e tração quattro, pela segunda vez consecutiva, continuando assim a sua história de sucesso única na corrida de resistência mais importante do mundo. A vitória foi conquistada por Loïc Duval (F), Tom Kristensen (Dinamarca) e Allan McNish (GB). Doze triunfos em 15 presenças em Le Mans.
O décimo segundo triunfo para a marca dos quatro anéis em Le Mans foi um dos mais difíceis e disputados de sempre. Após uma mudança recente na regulamentação, os três Audi R18 e-tron quattro foram capazes de percorrer, em média, duas voltas menos com um depósito de combustível (58 litros) que a sua principal rival Toyota (68 litros). Os pilotos da Audi tiveram que compensar os pit stops adicionais realizando tempos de volta mais rápidos. O que veio a acontecer e, em algumas fases da corrida, debaixo condições meteorológicas bastante adversas, o que aumentou extremamente a dificuldade à condução dos pilotos.
Os três Audi R18 e-tron quattro que são equipados com um eixo dianteiro de acionamento elétrico foram os veículos mais rápidos ao longo de toda a corrida, bem como os mais eficientes: a vitória no Michelin Green X Challenge, uma competição reservada aos protótipos “mais limpos”, mais rápidos e mais eficiente pertenceu aos carros da marca de Ingolstadt e Neckarsulm.

A décima segunda vitória da Audi em Le Mans foi conquistada pelo carro número 2, o Audi R18 e-tron quattro repartido por Loïc Duval (França), Tom Kristensen (Dinamarca) e Allan McNish (Escócia), que tinha já assegurado a pole position. O vitorioso Audi R18 e-tron quattro percorreu as 24 horas sem o menor problema técnico. Duval / Kristensen / McNish assumiram a liderança às 21h 43m da noite de sábado, nunca cedendo o comando até à bandeirada de chegada. Os três pilotos da Audi alcançaram a importante vantagem de uma volta sobre a Toyota segundo classificado de uma forma constante e progressiva, mesmo em condições parcialmente caóticas com chuva torrencial. Por Carlos Moura

terça-feira, 25 de junho de 2013

Renault Twizy agora em versão comercial

A Renault alargou a oferta da família de pequenos veículos urbanos elétricos com a introdução de uma versão vocacionada para transporte de mercadorias, o Twizy Cargo. A versão ‘comercial’ deste modelo oferece uma capacidade de carga de 75 kg e um volume útil de 180 litros na sequência da substituição do lugar traseiro por um compartimento de carga, que está acessível através de uma porta que abre num ângulo de 90º. A porta traseira inclui um sistema de tranca que funciona em associação com a chave de ignição.

Com um comprimento de 2,3 metros, uma largura de 1,23 metros, a versão ‘comercial’ ligeiro do Twizy está vocacionada para empresas de entregas urgentes, designadamente operadores expresso, serviços postais ou de emergência. Em termos de segurança, este veículo compacto oferece as mesmas caraterísticas de um veículo convencional, incluindo um habitáculo com célula de proteção, cinto de segurança de quatro pontos e airbag. O Twizy Cargo está disponível em dois níveis de equipamento – Life 45 e 80 –, e duas motorizações – 5 cv e velocidade máxima limitada a 45 km/h, e 17 cv, com velocidade limitada a 80 km/h. A autonomia anunciada é de 120 km e 100 km, respetivamente.  Por Carlos Moura