quarta-feira, 24 de junho de 2015

Aliança Renault-Nissan já vendeu 250 mil veículos elétricos

A Aliança Renault-Nissan já vendeu 250 mil veículos elétricos, desde o lançamento do Nissan LEAF, há quatro anos e meio. A unidade número 250 mil foi vendida no início de junho a um cliente francês de Bordéus, que adquiriu um Renault ZOE.  
A procura pelos nossos veículos elétricos continua a crescer devido, também, aos incentivos dados pelos diversos governos e pela expansão das infraestruturas de carregamento,” afirmou Carlos Ghosn, Chairman e CEO da Aliança Renault-Nissan. “A resposta dos nossos clientes é também um elemento decisivo para o aumento da procura porque os automóveis elétricos têm das mais altas taxas de satisfação dos clientes em todo o globo.”
Com seis modelos em comercialização, a Aliança Renault-Nissan é o único grupo com uma gama completa de veículos 100% elétricos. Para além do LEAF, a Nissan dispõe do comercial ligeiro e-NV200, cujas vendas se iniciaram no ano passado. A Renault dispõe do ZOE, do Renault Kangoo Z.E Van, do SM3 Z.E. (Renault Samsung Motors) e do Twizy.
A Nissan já vendeu 185,000 automóveis elétricos desde o mês de dezembro de 2010, que marcou o início da comercialização do LEAF. O Nissan LEAF obteve  várias distinções, como o World Car of the Year 2011, o European Car of the Year 2011 e o Car of the Year Japan 2011-2012. O principal mercado para os automóveis elétricos da Nissan é os Estados-Unidos com 80 mil vendas, seguido do Japão com 53.500 unidades e da Europa, com cerca de 41.500.  

A Renault já vendeu 65 mil veículos elétricos desde a comercialização do primeiro modelo, o Kangoo Z.E., em outubro de 2011. O Kangoo Z.E. recebeu o prémio de International Van of the Year 2012. Por Carlos Moura

Volkswagen e-up! abre caminho

O Volkswagen e-up! marca o início da ofensiva da marca alemã no domínio dos veículos elétricos. Esta primeira proposta constitui uma agradável surpresa. A um comportamento dinâmico interessante junta-se uma autonomia que chega aos 160 quilómetros e um custo de energia de apenas 1,7 euros por cada cem quilómetros.
Esteticamente, pouco difere do up! de combustão. As principais diferenças exteriores consistem nos LED’s diurnos que circunscrevem a curvatura dos extremos do pára-choques, as jantes de liga leve de 15 polegadas que recebem pneus de baixa resistência ao rolamento, o lógotipo da marca sobre um fundo azul com a designação do modelo nas portas dianteiras, embaladeiras e piso inferior aerodinamicamente  otimizados. Com um comprimento pouco superior a 3,5 metros,  o interior oferece uma generosa habitabilidade para quatro pessoas, o que se deve a uma distância entre-eixos de 2,42 metros. A qualidade dos materiais é muito boa para este segmento e a montagem rigorosa.
O tablier é dominado em toda a largura por um plástico lacado a branco, que inclui na consola central os comandos da climatização e do áudio. Por cima encontra-se um ecrã tátil Garmin, denominado pela marca de ‘maps+more’, que compreende o sistema de navegação, assim como várias funções relacionadas com a condução: visualização da autonomia (simples, com regresso e combinado); localização de estações de carregamento (sempre que é introduzido um destino, o utilizador é informado através de um novo indicador de autonomia se é possível percorrer a distância com o atual nível de carga da bateria e, em caso negativo, permite planificar as respetivas paragens nas estações de carregamento indicadas nos locais de interesse); indicação do fluxo de potência e travagem regenerativa; sistema de gestão elétrico, que possibilita programar o tempo de carregamento e a pré-programação da climatização.
Em termos de condução, esta é fácil e intuitiva. Antes de ligar o veículo, o utilizador tem de colocar o pé no pedal do acelerador e aguardar que a agulha do velocímetro gire desde o ponto inicial até ao máximo, regressando depois ao ponto original. Os indicadores no painel de instrumentos iluminam-se e o indicador de carga da bateria indica o nível atual, mudando o indicador de energia de ‘Off’ para ‘On. Por fim, surge a mensagem ‘Ready’ no visor central, sendo acompanhada por um sinal sonoro. Depois basta libertar o travão de estacionamento, colocar a alavanca da caixa de uma velocidade no modo ‘D’ e iniciar a marcha.  O Volkswagen e-up! arranca silenciosamente e, como em todos os veículos elétricos, impressiona pela aceleração, que pode ser bastante forte e rápida, uma vez que o binário máximo está imediatamente disponível. 
O motor síncrono permanente de 62 kW (82 cv) oferece uma performance bastante interessante, designadamente uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 12,4 segundos, mas a velocidade máxima está limitada eletronicamente a 130 km/h, para não penalizar o consumo de energia. O computador de bordo indicou uma média de 12,2 kWh por cada cem quilómetros, o que para um preço de 14 cêntimos por kWh (tarifa baixa tensão EDP até 20,7 kVa) se traduz num custo de energia de apenas 1,7 euros. Em comparação, o Volkswagen up!, equipado com motor de três cilindros a gasolina e com um consumo médio de 6,0 l/100 km, necessita de 9,7 euros para percorrer os mesmos cem quilómetros. Por sua vez, a autonomia de 160 quilómetros é mais do que suficiente para a maioria das deslocações pendulares e urbanas.
As baterias de iões de lítio, que pesam 230 quilogramas, estão localizadas sob o eixo traseiro e proporcionam uma maior estabilidade ao veículo. O reverso da medalha é que tiram espaço disponível na bagageira, mas que é suficiente para algumas compras de fim de semana ou para transportar alguma bagagem de mão. Para um citadino ‘puro’ mais não é necessário. Em termos de preço de aquisição, o Volkswagen e-up! é proposto por 25.700 euros, valor que inclui a bateria. A garantia do veículo é de dois anos e a da bateria de oito anos. 


Três perfis de condução

O Volkswagen e-up! oferece ao utilizador três perfis de condução: ‘Normal’, ‘Eco’ e ‘Eco +’. Estes modos são acionados por botões localizados junto ao seletor de uma caixa que só  tem uma velocidade.  O veículo arranca sempre em modo ‘Normal’, que está vocacionado para trajetos curtos, rápidos e poucas preocupações relativamente ao consumo de energia, uma vez que aproveita toda a potência do motor elétrico. Caso se pretenda alargar a autonomia, o utilizador pode selecionar o modo ‘Eco’. Neste caso, a potência máxima do motor elétrico diminui de 62 kW (82 cv) para 50 kW (67 cv) e a velocidade fica limitada a 115 km/h em vez dos 130 km/h. Simultaneamente, o sistema eletrónico reduz a potência do ar condicionado, enquanto a curva de binário passa a ser mais plana. No modo ‘Eco+’, a potência máxima do motor para 40 kW (55 cv), assim como do climatizador. Por sua vez, a curva de resposta do acelerador torna-se ainda mais plana do que no modo ‘Eco’  e a velocidade máxima não ultrapassa os 90 km/h.
Em associação com os três modos de condução estão disponíveis quatro estágios de travagem regenerativa -- ‘D1’, ‘D2’, ‘D3’ e ‘B’ – que permitem estender a autonomia e estão acessíveis através de toques laterais na alavanca da caixa, a qual tem um ‘layout’ idêntico à de um veículo com caixa de velocidades automática. O e-up! arranca em modo ‘D’, isto é, sem recuperação da travagem regenerativa . O estágio ‘D1’ permite retardar intencionalmente a desaceleração do veículo, aliviando ligeiramente a pressão do pé sobre o pedal do acelerador.  Nos modos ‘D2’, ‘D3’ e ‘B’, o nível de desaceleração é cada vez mais intenso, que faz ativar automaticamente as luzes de travagem. Contudo, se a bateria estiver totalmente carregada não se obtém qualquer regeneração de energia de travagem.


Único nível de equipamento

O Volkswagen e-up! é proposto num único nível de equipamento, que até é bastante generoso, uma vez que compreende o sistema de navegação ‘maps+more’, ar condicionado automático Climatronic, display multifunções, párabrisas aquecido, bancos aquecidos, vidros traseiros escurecidos, serviços móveis ‘Car Net’, os quais podem ser controlados por ‘smartphone’. A dotação de série abrange ainda airbag duplo e lateral, ABS, controlo de estabilidade, cruise-control, volante multifunções, computador de bordo, ligação USB e AUX, sensores de estacionamento traseiros, vidros elétricos dianteiros (os traseiros abrem em...compasso!). O preço de venda ao público é de 25.700 euros.

Três modos de carregamento

O e-up! aceita três formas de carregamento. A mais simples para quem tenha garagem consiste em ligar o cabo de carregamento, que é de série, a uma tomada doméstica de 230 V. O tempo de carga completa, a oito Amperes e potência de 2,3 kW, pode atingir as nove horas, especialmente se a bateria estiver quase descarregada. Em opção, a Volkswagen disponibiliza uma ‘wallbox’ para uma garagem ou lugar coberto, que oferece uma potencia de carga de 3,6 kW, uma vez que carrega a 16 A. Nesse caso, o tempo de carga diminui para seis horas, que é idêntico ao obtido num posto de abastecimento público da rede Mobi.e. Finalmente, existe igualmente a possibilidade de utilizar um cabo de carregamento com corrente contínua (DC), que permite ligar a um posto público de carga rápida a 40 kW, o qual carrega 80 por cento da bateria em aproximadamente meia hora. Por Carlos Moura


FICHA TÉCNICA
Motor                     Elétrico síncrono permanente
Potência                             82 cv/12.000 rpm
Binário                                  230 Nm
Bateria                                   Iões de lítio
Capacidade                           18,7 kWh
Peso                                       1.139 kg
Comp/larg/alt (m)               3,54/1,64/1,49
Aceleração 0-100 km           12,4 s
Velocidade máxima              130 km/h
Autonomia                            160 km
Tempo de recarga              30 minutos a 9 horas

Preço                                  25.700 euros








terça-feira, 23 de junho de 2015

Mobi.E mantém gestão da rede pública até 2018

A empresa Mobi.E vai continuar a assegurar a gestão da rede de carregamento pública para veículos elétricos até 12 de junho de 2018, segundo determina um despacho do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, que foi publicado em Diário da República, no dia 18 de junho. Segundo o despacho assinado pelo secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, a “Mobi.E continua a ser a entidade com maior conhecimento e experiência adquiridos no desenvolvimento’ da gestão da rede de mobilidade elétrica e, por isso, esta sociedade anónima continuará a assegurar esta atividade, até 12 de junho de 2018, que poderá ser renovável por períodos mínimos de um ano. O despacho refere ainda que esta solução pode ser ‘transitória, até que se verifique um maior desenvolvimento da rede de mobilidade elétrica”. Por Carlos Moura

segunda-feira, 22 de junho de 2015

França implementa rede de carga rápida Corri-Door

Os dois primeiros pontos de carregamento rápido da rede francesa Corri-Door já entraram ao serviço nas autoestradas operadas pela SANEF. Os pontos de carga estão localizados nas estações de serviço de Bosgouet Nord (A13) e Tardenois Nord (A4) e fazem parte de uma rede de 200 pontos de carga rápido que serão implementados nas autoestradas francesas até dezembro de 2015. Os pontos de carga rápida, que permitem carregar a bateria de um veículo elétrico até 30 minutos, vão ser instalados ao abrigo de um programa co-financiado pela União Europeia (Programa TEN-T) e um consórcio de entidades ligadas à mobilidade elétrica, que é liderado pela EDF.
A rede de pontos de carga rápida será instalada nas autoestradas geridas pelo Grupo SANEF (SANEF e SAPN), APRR e Vinci Autoroutes (ASF, COFIROUTE, ESCOTA), assim como algumas superfícies comerciais localizadas junto a nós de autoestradas. Os pontos de carga da rede Corri-Door irão ser instalados em intervalos de 80 quilómetros, facilitando a condução interurbana com veículos elétricos. O objetivo desta rede é permitir o carregamento das baterias do veículos, enquanto os utilizadores fazem uma pausa na autoestrada: 80 por cento da capacidade da bateria poderá ser recarregada em menos de 30 minutos. Os pontos de carregamento da rede Corri-Door são compatíveis com todos os veículos elétricos que atualmente estão disponíveis. O operador de mobilidade Sodetrel irá lançar o seu próprio serviço de comercialização da rede Corri-Door através de um cartão denominado Sodetrel Pass. Os clientes de outros operadores também poderão utilizar os pontos de carregamento Corri-Door, uma vez que são interoperáveis.

O projeto Corri-Door é co-financiado em 50 por cento pela União Europeia e por um consórcio que inclui a EDF, a sua subsidiária Sodetrel, a Renault, a Nissan, a BMW, a Volkswagen e a ParisTech (12 escolas francesas de engenharia e economia). Por Carlos Moura   

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Correios da Noruega adquirem 300 furgões elétricos

Os Correios da Noruega (Posten Norge) vão adquirir 300 veículos elétricos que se destinam a reduzir a pegada de carbono nas suas operações de distribuição de correio. Esta encomenda é uma das maiores de sempre de veículos elétricos. A Renault vai ser a principal fornecedora dos veículos, mas a Nissan também irá contribuir com algumas unidades. As viaturas serão introduzidas ao longo do próximo ano em todo o país, ao abrigo do programa da empresa para reduzir as emissões de gases de estufa. A Posten Norge adianta que irá utilizar veículos ‘amigos do ambiente’ nas áreas de negócio em que esses veículos se revelem viáveis quer do ponto de vista operacional quer económico. Os veículos serão utilizados nas zonas densamente populadas nas entregas com raio médio de ação. Por Carlos Moura 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Aldi abriu primeiro posto de carga rápida em Düsseldorf

A cadeia alemã de supermercados Aldi abriu o primeiro posto de carga rápida em Düsseldorf. O carregamento é gratuito e a energia utilizada é fornecida por painéis solares instalados no edifício do supermercado. Neste projeto, a Aldi estabeleceu uma parceria com a empresa de energia alemã RWE, enquanto o posto de carga rápido foi fornecido pela EFACEC, com base no modelo QC20 DC. Dependendo do veículo, o tempo de carga é inferior a uma hora e oferece uma autonomia de 80 quilómetros. O conceito subjacente é que o processo de carga seja tão rápido como as compras do proprietário no supermercado.

Até final de junho, a Aldi irá instalar 50 postos de carga rápidos nos seus supermercados nas regiões metropolitanas alemãs de Düsseldorf, Frankfurt, Colónia, Mülheim an der Ruhr, Munique e Estugarda. Por Carlos Moura 

Mitsubishi vai inscrever Outlander PHEV na Baja Portalegre 500

A Mitsubishi vai inscrever um protótipo do Outlander PHEV na Baja Portalegre 500, que terá lugar entre 22 e 24 de outubro, no Alentejo. A marca japonesa assume o desafio de desenvolver a tecnologia híbrida ‘plug-in’ em ralis de todo-o-terreno.
O Mitsubishi Outlander PHEV é o único SUV Hibrido Plug In de produção série que vem equipado com dois motores elétricos gémeos. Em função das condições de utilização, este sistema combina a tração elétrica e convencional.
O Outlander PHEV será pilotado pelo japonês Hiroshi Masuoka, que venceu o Rali Dakar em 2002 e 2003. A participação da Mitsubishi Motors na Baja Portalegre 500 insere-se na sua estratégia de promoção e desenvolvimento das tecnologias de VE (Veículos Elétricos) e 4WD. O Outlander PHEV, que vai participar na Baja Portalegre, deriva diretamente das soluções mecânicas utilizadas no carro de produção com as modificações naturais e necessárias para um veículo de competição. O conjunto de baterias de tração – que forma o coração de um veículo Plug In Híbrido - é o mesmo de série, mas com modificações na sua estrutura para obter maior capacidade de armazenamento e maior potência. As unidades de controlo dos motores elétricos foram também modificadas para debitarem maior potência. O motor de combustão interna e o gerador que fornece energia elétrica aos motores e à bateria foram também modificados para desenvolverem maior potência e alavancarem o desempenho total do sistema.

A Baja Portalegre 500, que celebra este ano a sua 29ª edição desde a sua criação em 1987, é considerada uma das provas míticas da competição de todo-o-terreno. Organizada pelo ACP, a prova inclui um percurso de aproximadamente 500 quilómetros em redor da cidade alentejana de Portalegre. Com troços de terra batida rápidos e maioritariamente planos, a Baja Portalegre 500 será palco da nona prova do Calendário da Taça do Mundo FIA de Todo-o-Terreno, sendo reconhecida como um local de excelência de preparação para o Rali Dakar. Esperam-se mais de 300 inscritos nas três categorias – Auto, Moto e Quad. Por Carlos Moura